Um grito cortou o profundo silêncio da noite, ela levantou da cama e acendeu a luz numa velocidade sobre-humana. Seu coração batia a cerca de 200bpm e ela sentia fortes dores de cabeça, esperou retomar o fôlego sentou-se na cama. Ela sonhara a morte, não com sua morte, e sim com a própria morte, no sonho ela dizia: "Os espelhos não refletem a alma daqueles que já foram.".
Sabendo que não conseguiria voltar ao sono, foi até a padaria comprar alguns doces, quando comia doces sua imaginação ia a um estado de frenesi, e ela tinha os mais maravilhosos sonhos e pensamentos. No caminho da padaria, passou por uma vidraça escura, se olhou normalmente e alisou seus lisos cabelos negros e aprofundou a visão nos seus olhos castanhos-avelã, seguiu seu caminho e chegou na padaria, comprou os doces que mais apreciava e seguiu rumo para casa.
Num segundo veio uma luz e a cegou, de repente ela estava na padaria novamente, deve ter adormecido ou tido uma alucinação por causa da falta de sono. Passou novamente pela vidraça, mas só quando estava chegando ao final dela decidiu olhar seu cabelo. Ela se virou, olhou pra vidraça e sentiu um arrepio subindo por sua espinha, seu cabelo continuava maravilhoso, mas seus olhos foram substituidos por órbitas vazias, começou a tremer, se ajoelhou e pôs-se a chorar. Depois de algum tempo finalmente teve coragem de se levantar, porém ela se olhou no espelho, talvez por erro ou talvez por dúvida, mas suas lágrimas tinham se transformado em sangue.
E saiu correndo entre uma névoa, quando sentiu uma mão fria encostar em seu ombro, com medo ela se virou, apesar de saber que aquela era sua hora, e viu lá a figura que atormentava a humanidade a séculos, um esqueleto vestido de uma carapuça preta portanto uma foice. A figura disse apenas "Os espelhos não refletem a alma daqueles que já foram.".
E ela se levanta de sua cama gritando...
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